Manuela Ferreira Leite afirma que se for Governo vai analisar as grandes obras públicas. O TGV e a Terceira Travessia do Tejo são os projectos mais prováveis de suspensão. O novo aeroporto, como é feito por módulos, diz, não levanta problemas. A concretização das grandes obras ao mesmo tempo vai empobrecer o país.Em entrevista à SIC, a líder do PSD afirma que "a concretização simultânea das grandes obras públicas exigirá crédito e as empresas e famílias ficarão sem esse crédito". Segundo afirma "em nome do TGV, as empresas vão todas falir porque não têm crédito". Uma situação que resulta do elevado endividamento do país, explica.
"Não sou contra o investimento público, pelo contrário", afirma. "Se Portugal não estivesse endividado como está, não tinha nada contra a realização de todos os grandes projectos de investimento".
Manuela Ferreira Leite acusa o primeiro-ministro de nunca falar do problema do endividamento do país. "Na entrevista que deu e que vi e voltei a ver [José Sócrates] não sussurrou uma única vez a palavra endividamento".
Quanto ao adiamento do TGV, Manuela Ferreira Leite regista que o que aconteceu foi o adiamento da entrega de propostas para 31 de Agosto, suspensão esta que, afirma, poderá conduzir ao pagamento de indemnizações aos consórcios.
A líder do PSD afirmou que não há um economista credível que seja favorável à concretização de todas as grandes obras públicas.
Como primeira-ministra, Manuela Ferreira afirma que irá reavaliar todos os investimentos e que o mais provável é a suspensão do TGV e a terceira ponte sobre o Tejo. O novo aeroporto não coloca os mesmos problemas porque, afirma, vai ser construído por módulos. Mas se se tivesse mantido na OTA, diz, já levantaria o mesmo tipo de questões dos outros projectos.






