No ano passado, o Banco de Portugal recebeu mais de nove mil queixas de cidadãos contra a actuação de bancos e sociedades financeiras.
A Deco está inundada de protestos contra os 'métodos musculados' utilizados pelas instituições de crédito rápido, quando há incumprimento nas prestações. Chega-se ao cúmulo de telefonemas para amigos e familiares e de ameaças de invasão das propriedades. Afinal, o dinheiro fácil que essas empresas prometem pode sair bem caro a quem o pede. E multiplicam-se as burlas e os enganos nos chamados 'créditos fim de linha', publicitados nos jornais e, na maioria, com existência à margem da lei. O Expresso relata esta semana casos de abusos gritantes dos direitos individuais cometidos por algumas destas instituições. Também no campo das cobranças está a surgir um novo submundo à margem das leis?






