Responsáveis pela execução de penhoras, dezenas de agentes de execução estão a ser investigados por suspeita de prática de crimes, entre os quais, peculato, branqueamento de capitais e desvio de dinheiro.
Segundo avança a edição desta segunda-feira do jornal Diário de Notícias, na base desta investigação está o facto das queixas contra agentes de execução quase terem quadriplicado em apenas um ano.
Ainda de acordo com o diário, estes intervenientes nos processos de execução de penhoras apropriam-se muitas vezes do dinheiro que recebem dos devedores, para pagar aos credores, não deixando de «lavar» esses montantes, como forma de apagar os vestígios da burla.
Fruto desta actividade ilícita, 20 agentes de execução encontram-se suspensos, enquanto outros dois foram já afastados da actividade.
Só este ano já houve mais de 1500 queixas contra agentes, ao passo que, em 2012, ficaram-se pelas 409, e em 2009 não foram além das 71.
Em Portugal existem cerca de 900 agentes de execução, sendo que, neste momento, estão pendentes 1,2 milhões de acções executivas.






