Ermelinda Soares está a ser executada em dois processos de penhora por dívidas de 5330 euros que jura não ter contraído. "Não comprei nada e nem sequer conheço as empresas", garante a mulher, doméstica, revoltada com o facto de a justiça portuguesa preferir cobrar-lhe dívidas alheias do que "procurar os verdadeiros caloteiros".
Um dos processos decorre no Tribunal de Alcanena e foi interposto por uma empresa de Palmela, que exige 2550 euros referentes à aquisição de vidros. A segunda acção está no Tribunal de Tomar, envolvendo um armazém de confecções, e respeitando a uma dívida de 2780 euros. "A única explicação que encontro é alguém ter dado o meu nome e número de contribuinte quando fez as compras", explica Ermelinda. As com-pras têm em comum o facto de terem sido realizadas em Novembro de 2009. Nas facturas, consta a morada de um apartamento em Santarém para onde as empresas enviaram os primeiros pedidos de pagamento. Perante a falta de resposta, avançaram para os tribunais com processos de penhora.






