Para vender hoje mil milhões de euros em dívida nos mercados internacionais, Portugal teve de oferecer um juro mais elevado que em emissões anteriores.O IGCP, órgão responsável pela gestão da dívida pública, emitiu hoje um total de 1,075 mil milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a três e a nove meses, valor superior ao montante indicativo da oferta, de mil milhões de euros.
Na maturidade a três meses, a procura superou em 2,4 vezes a oferta, enquanto nos Bilhetes a nove meses o rácio foi de 1,8 vezes não se registando, aqui, quaisquer problemas.
"Nestes dois leilões foram colocados os montantes previstos, o que significa que continua a existir procura para a dívida pública e que a República não está com dificuldades de acesso aos mercados", sublinhou Rui Constantino, economista do Santander, à "Reuters".
Contudo, o juro subiu face a emissões anteriores. Nos Bilhetes a três meses, a taxa média ponderada fixou-se em 0,476% contra os 0,414% registados no leilão anterior, de Dezembro.
Já nos Bilhetes do Tesouro a nove meses, o juro quase duplicou para 1,079% face aos 0,653% pagos no leilão anterior, de Novembro do ano passado.
Esta emissão do IGCP surge num dia em que Atenas recebe FMI, Comissão Europeia e BCE para uma reunião que será o primeiro passo para activar a ajuda financeira.






