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Credibilidade é um dos grandes desafios da Justiça neste momento

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cavacosilva"Os inquéritos de opinião revelam que há neste momento um desafio de credibilidade na justiça portuguesa. E há várias razões que podem justificar isso", afirmou Cavaco Silva no programa "Grande Entrevista" da RTP quando questionado sobre a Justiça em Portugal e o caso das escutas.

“Os inquéritos de opinião revelam que há neste momento um desafio de credibilidade na justiça portuguesa. E há várias razões que podem justificar isso”, afirmou Cavaco Silva no programa “Grande Entrevista” da RTP quando questionado sobre a Justiça em Portugal e o caso das escutas.

“Assistimos nos últimos meses a uma mediatização da justiça. A casos de violação do segredo de Justiça. Também há problemas na qualidade da legislação, que nem sempre se adapta à realidade portuguesa, e também temos o problema da morosidade na Justiça”, disse o Presidente da Republica.

Quanto ao teor das escutas, Cavaco disse que “o PR nunca pode comentar processos judiciais e investigações em curso”, relembrando que os magistrados gozam de total independência e o Ministério Público de total autonomia. “O PR acompanha. Pode ouvir, mas exprimir-se em público não o deve fazer”, acrescentou.

“Mas houve referências a si... ir para casa tomar conta dos netos...”, lançou Judite de Sousa em jeito de pergunta. “Como PR não posso ficar melindrado com isso. Não posso ser influenciado por uma referência, que não sei se corresponde à verdade ou não, que aparece publicada num jornal”, respondeu, salientando que “o PR tem de ter sangue frio, ter sempre em mente a defesa dos interesses superiores do pais e exercer funções com dignidade”.

Sobre se mantém a confiança em Pinto Monteiro, Cavaco sublinhou que “o PR nomeia por proposta do Governo. Sozinho não pode nomear nem exonerar. É sempre uma proposta vinda do Governo”. Adiantou que “as relações institucionais do senhor Procurador-Geral da República comigo têm sido muito correctas”, realçando contudo que não pode falar em público sobre a forma como um responsável tem feito o seu trabalho. “Mas já troquei impressões em privado com ele”, referiu.



Questionado sobre se se sentiu esclarecido com as informações que o PGR lhe prestou, Cavaco limitou-se a dizer que o PGR lhe transmite “as informações que decidir que deve transmitir”. E afirmou que nunca lhe fez qualquer pergunta sobre o processo Face Oculta, dizendo apenas que só espera que seja um processo que chegue ao fim.
 

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