O Avesso e o Direito - O ruído à volta do episódio das escutas é tal e é tanta a confusão de factos com suposições, que já não se sabe o que está ou não em segredo de justiça, e o que é que consta ou não dos telefonemas. Tudo com enorme descredibilização da Justiça.Ora tanto a inviolabilidade das conversas privadas, como o segredo de justiça, são valores que sempre têm de ser respeitados enquanto elementos incontornáveis de defesa da integridade das pessoas, mas que podem, excepcionalmente – repito, excepcionalmente –, ter de ceder perante um interesse público manifestamente superior.
Porque a credibilidade do sistema de administração da justiça bateu no fundo, o interesse público deve prevalecer.
É que recuperar a credibilidade passará por informar o País de tudo o que exista no processo sobre o alegado projecto de interferência nos media, para que os vários actores judiciários se expliquem, sem trunfos na manga, e nós possamos formar um juízo.
Ainda que tenham errado, porque a Justiça não é omnisciência, este mero exercício poderá começar a devolver a credibilidade perdida.
É que aquilo que não perdoamos à Justiça não é que se enganem, é que nos enganem.
Porque a credibilidade do sistema de administração da justiça bateu no fundo, o interesse público deve prevalecer.
É que recuperar a credibilidade passará por informar o País de tudo o que exista no processo sobre o alegado projecto de interferência nos media, para que os vários actores judiciários se expliquem, sem trunfos na manga, e nós possamos formar um juízo.
Ainda que tenham errado, porque a Justiça não é omnisciência, este mero exercício poderá começar a devolver a credibilidade perdida.
É que aquilo que não perdoamos à Justiça não é que se enganem, é que nos enganem.






