Em tempos de crise, o antigo líder do PSD denunciou na TVI24, na noite passada, o aumento de salários de gestores públicos, considerando tratar-se de uma situação «escandalosa».
Depois de na semana passada ter apresentado uma longa lista de empresas e institutos públicos que podiam ser extintos como alternativa ao aumento de impostos, agora Luís Marques Mendes, antigo líder social-democrata, denuncia situações de aumento de salários de gestores públicos, que considera «escandalosas».
Em declarações à TVI24, esta quinta-feira, o antigo líder do PSD deu os exemplos da Carris, da CP, da Docapesca e do porto de Lisboa, revelando que há casos em que os salários dos gestores duplicaram.
«Detectei em site oficial do Ministério das Finanças, portanto não há aqui nada para esconder, em matéria de alteração de vencimentos de administradores e gestores públicos qualquer coisa de escandaloso», afirmou.
Marques Mendes, por exemplo, a «administração do porto de Lisboa, uma empresa do Estado, em que o presidente passou de um vencimento de 4752 euros para 6357 euros, um aumento de 34 por cento».
Também «na CP, por despacho também de dois membros do Governo, o presidente passou o vencimento de 4752 euros para 7225 euros, um aumento de 52 por cento», contestou antigo líder social-democrata.
GOVERNO DESMENTE - iOnline
Governo recusa aumento de salários a gestores públicos
A denúncia partiu ontem do ex-líder do PSD, Marques Mendes, que garantiu que o governo tinha feito aumentos milionários a administradores de empresas públicas. O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) veio, esta sexta-feira, garantir que não houve aumentos de salários a gestores públicos.
De acordo com um comunicado do ministério de António Mendonça, os gestores de empresas tuteladas pelo ministério – como a CP e a Carris – sofreram uma redução líquida em 2009.
Marques Mendes denunciou ontem, na TVI que presidentes e vogais de empresas como a CP e a Carris viram os salários aumentar em mais de 50% e que os gestores do Porto de Lisboa viram um aumento de cerca de 30%. O ex-presidente do PSD considerou estes aumentos como “escandalosos” numa altura em que o governo prepara um corte médio de 5% na massa salarial da Função Pública.
O gabinete de António Mendonça diz que as remunerações não “sofreram actualizações desde 2002” e foram mesmo alvo de uma redução, em 2005, o que leva o MOPTC a desmentir e repudiar “as informações falaciosas que foram divulgadas a este respeito”.
De acordo com o MOPTC, as informações transmitem uma “ideia falsa e enganadora à população portuguesa de que, num período de austeridade, o governo teria aumentado os gestores públicos em montantes até 65%”






