Manuela Ferreira Leite disse que é preciso desconstruir a ideia que se tem dos funcionários públicos e que para que a saúde e a educação sejam tendencialmente gratuitos é necessário que o país produza riqueza. Veja aqui o vídeo.
Manuela Ferreira Leite defendeu esta quinta-feira que é necessário desconstruir uma certa imagem dos funcionários públicos. É preciso pensar que os funcionários públicos são também médicos, professores e enfermeiros, defendeu a ex-ministra, apontando mesmo que os “funcionários públicos são as pessoas com a pouca sorte de trabalhar numa empresa falida”.
Quando à questão de manter serviços como os de saúde e da educação tendencialmente gratuitos, como está inscrito na Constituição, Ferreira Leite defende que para isso “é preciso que o país produza riqueza”.
“Quando assim não é, acontece aquilo que provavelmente está a acontecer neste momento” ou seja, “queremos um sistema [público gratuito], mas, em compensação, não temos dinheiro para termos um sistema gratuito e com boa qualidade.”
A ex-ministra disse ainda que a redução dos salários para estes funcionários tem como resultado que estes profissionais vão saindo do sistema. “Saem do sistema público e vão para outros sistemas onde lhes pagam melhor”, frisou.
Para Manuela Ferreira Leite as pessoas que mais precisam de sistema de saúde público são as pessoas que têm rendimentos mais baixos, dado que as pessoas com rendimentos mais elevados podem recorrer a sistemas alternativos de saúde. “Ser gratuito e mau só prejudica as pessoas com recursos mais baixos” afirmou.






