Administração do Metro diz estar "confiante que os mecanismos de apoio do Estado à empresa continuarão a operar em 2012", e que o "serviço da dívida histórica" da empresa se encontra "assegurado".
A S&P reviu em baixa do perfil de crédito do Metro de Lisboa de 'B+' para 'B-
A administração do Metro de Lisboa mostrou-se hoje surpreendida com a decisão da agência de notação Standard & Poors (S&P) cortar o 'rating' da empresa e afirmou-se confiante nos mecanismos de apoio do Estado para assegurar o pagamento da dívida.
A S&P anunciou uma revisão em baixa do perfil de crédito do Metro de Lisboa de 'B+' para 'B-' porque acredita que a empresa "entrará em incumprimento se o Governo não fornecer apoio extraordinário", embora considere que a probabilidade de ser dado este apoio é "muito alta".
O conselho de administração do Metro de Lisboa considerou, no entanto, que esta decisão é paradoxal face ao "aumento do apoio do Estado à empresa registado ao longo do último semestre de 2011".
Maior envolvimento do Estado é "positivo"
Numa resposta escrita enviada à Agência Lusa, a administração do Metro acrescenta que está "confiante que os mecanismos de apoio do Estado à empresa continuarão a operar em 2012, e que o serviço da dívida histórica da empresa se encontra assegurado".
A administração do Metro prevê ainda que as receitas de bilheteira assegurem os pagamentos relativos à atividade corrente.
Para a administração do Metropolitano, o aumento do envolvimento do Estado no financiamento das infraestruturas do domínio público é positivo, não só para reduzir o valor da dívida bancária da empresa, mas também para assegurar a "sustentabilidade futura da sua atividade" e "libertar o balanço das instituições do sistema financeiro para o apoio a outros projetos empresariais".






