A Comissão Europeia não está satisfeita com as medidas já tomadas para descer a margem de lucro das farmácias...
"Perigo". É esta a palavra que a Comissão Europeia (CE) usa para classificar o risco de um acumular das dívidas da saúde em 2012, que totalizam agora três mil milhões de euros.
No relatório à segunda avaliação ao programa português, a CE alerta para o facto do Governo ainda não ter uma estratégia clara e um calendário definido para reduzir as dívidas acumuladas. "Existe o perigo, face à redução do financiamento, de acumulação de novas dívidas em 2012 se as devidas medidas de cortes de custos não se materializarem", pode ler-se no ponto dedicado à saúde.
Recorde-se que na carta de intenções que o Executivo enviou à ‘troika' a propósito da segunda avaliação do memorando, publicada na terça-feira, o Governo admitia ter falhado em Setembro o objectivo de não acumulação de dívidas na saúde e compromete-se com uma "medida correctiva para evitar futuras acumulações de dívidas". Também o ‘staff report' do FMI aponta a saúde como responsável por 40% das dívidas do Estado a fornecedores.






