O ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse hoje que a dívida aos fornecedores, que atingirá os 3.000 milhões no final do ano, pode “pôr em causa o próprio fornecimento ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)” pois estes antes financiavam-se junto da banca e agora já não conseguem.
O problema, continuou, é que “não foi prevista na troika qualquer verba para este montante, não há qualquer varinha mágica”. Porém, “há sim um plano estratégico para conter a dívida e um plano das Finanças para regularizar a dívida que será anunciado”, terminou.
De lembrar que há menos de um mês o Negócios deu conta de que algumas empresas farmacêuticas já estão a colocar barreiras ao fornecimento de medicamentos aos hospitais em dívida.
Estas afirmações seguiram-se às declarações do deputado do Bloco de Esquerda, João Semedo que apontou para a “a dívida de 3.000 milhões de euros a fornecedores” que “representa 35% do orçamento do Estado de 2011 e 40% do previsto para 2012. Não há corte no desperdício e gordura nem ganhos de gestão que permitam a recuperação desta dívida. Será seguramente por isso que o Sr. ministro nem uma palavra diz como pretende fazê-lo”, denunciou.
O deputado do Bloco de Esquerda prosseguiu dizendo que “o SNS está pelos mínimos” e que “ou este vai ser um orçamento a sério e creio que será uma desgraça para o SNS ou é a fingir e a coisa não tem graça nenhuma”. Ao que Paulo Macedo respondeu que “de facto é um orçamento extremamente difícil”.






