Fundação para as Comunicações Móveis será extinta após o pagamento de dívida superior a 70 milhões de euros.
A Vodafone, a TMN e a Optimus não se deverão opor à extinção da Fundação para as Comunicações Móveis (FCM), responsável pela gestão do programa que distribuiu os computadores Magalhães. No entanto, querem que as dívidas desta entidade às operadoras seja saldada.
"A Vodafone Portugal concorda com a proposta do Governo em extinguir a FCM caso o Estado venha a propor formalmente, no conselho geral da FCM, a extinção desta Fundação", disse ao Diário Económico fonte oficial da operadora liderada por António Coimbra.
No entanto, a Vodafone exige que "seja assegurado o cumprimento de todos os compromissos, designadamente financeiros, assumidos desde a respectiva criação em 2008". Ou seja, que seja cumprido o pagamento da dívida de 65 milhões de euros aos operadores. A TMN tem a receber cerca de 50 milhões de euros, a Optimus 14,8 milhões de euros e a Vodafone cerca de 500 mil euros.
Contactada, fonte oficial da Optimus disse apenas estar a aguardar "a comunicação por parte do Governo e iremos pronunciar-nos no local e no momento adequado". Já fonte oficial da TMN não comenta. Contudo, a operadora não deverá levantar objecções ao encerramento da entidade - desde que a dívida seja saldada - já que o seu propósito se extinguiu.






