Paul Krugman diz que país já está «fundamentalmente insolvente». Há países que até deverão conseguir ultrapassar a crise sem prejuízos de maior, mas não será o caso de Portugal, Grécia e Irlanda, na opinião do economista e Nobel Paul Krugman.
Estes três países estão, «provavelmente, fundamentalmente insolventes» e terão de fazer uma «depreciação da dívida», argumentou, citado pela Bloomberg.
Já Espanha e Itália vão conseguir dar a volta por cima. «Há aqueles que, provavelmente, conseguirão ultrapassar» a crise, «desde que não haja pânico» e «mesmo que seja muito desagradável». E «esses seriam Espanha e Itália».
Probabilidade de sair do euro: Itália tem 10%, Grécia 50%
Para Krugman, é importante que os líderes europeus garantam aos mercados que os mecanismos de resgate e apoio aos países têm potência suficiente para conter a crise da dívida soberana fora de Espanha e Itália. E é «assustadora», avisa, a possibilidade de Itália abandonar a Zona Euro.
«As probabilidades de que a Itália seja forçada a sair» são «relativamente baixas, mas não são zero, serão talvez 10%, por isso é uma história assustadora».
Em Maio, Krugman já tinha dado 1% de probabilidade para a saída de Espanha e de Itália da Zona Euro. Tal seria «um cenário de pesadelo».
A possibilidade da saída da Grécia do bloco da moeda única é, diz, mais de 50%. Mesmo que Atenas optasse pelo incumprimento parcial, tal não chegaria para resolver os problemas do bloco do euro.






