O Governo ainda não sabe quanto é que vai poupar com a extinção da Parque Expo, mas pensa abater parte da dívida com a venda de algumas participações da empresa, afirmou a ministra do Ambiente, Assunção Cristas, esta sexta-feira.
Parque das Nações, em Lisboa
Em conferência de imprensa, Assunção Cristas salientou que o Governo tomou uma decisão política de acabar com a empresa pública - fundada em 1993 para promover a construção e exploração da Expo'98 - por, 13 anos depois, a sua existência já não ter sentido, muito menos no quadro de contenção financeira actual.
A Parque Expo tem acumulado dívidas ao longo dos anos e no total, em Dezembro de 2010, o seu endividamento atingia 224,9 milhões de euros.
A ministra não quantificou quanto é que o Estado vai poupar com a extinção, nem enumerou ainda qual será o montante da actual dívida da Parque Expo que o Estado terá de assumir. "A dívida actual [da Parque Expo] é muito elevada, mas depende também da forma como olhamos para esta dívida", admitiu a ministra, salientando que a dívida "tem vindo a ser consolidada".
Para já, a ministra salienta que "o Estado ganhará seguramente muito" ao evitar os juros que tem de pagar.
Em relação às seis empresas da Parque Expo e outras participações, "uma parte poderá vir para o Estado, outra seguir o caminho da privatização", de forma a "encontrar soluções que vão pagando as dívidas da Parque Expo".
Por isso, salientou a ministra, "o processo levará tempo" e será necessário desde logo "encontrar parceiros e interessados para cada uma" das actividades desenvolvidas pela Parque Expo, que representam interesses diversificados. Só depois se conseguirá avaliar quanto poderá ser abatido na dívida.
Arco Ribeirinho Sul
A Parque Expo tem actualmente vários projectos direccionados para o planeamento e regeneração urbana no país.
No que respeita aos programas Polis ainda em curso, "estão todos a ser avaliados para ver o que é urgente, ver o que é que o Estado tem mesmo de fazer e aquilo que agora não é o momento ideal para fazer".
Outro dos projectos a suspender é o do Arco Ribeirinho Sul, que Assunção Cristas vê como algo "muito ambicioso" e que vai ser extinto, porque "neste momento não há condições para avançar" tal como está.
"É possível encontrar alguma coisa que possa ser prosseguida pela Baía Tejo, mas a decisão actual é de extinção do Arco Ribeirinho Sul tal como está", sublinhou.
No âmbito desta extinção, a intenção do Governo passa também pela privatização do Pavilhão Atlântico e da Marina e pela passagem da gestão da Gare do Oriente para a Refer e Metro e da parte urbana para as Câmaras de Lisboa e Loures






