Segundo o Banco de Portugal, as devoluções de cheques carecas totalizaram mais de 1600 milhões de euros em 2011, ano com uma média de 1739 cheques devolvidos por dia pelos bancos.
O número de cheques com falta de cobertura aumentou 15 por cento em 2011 em relação a 2010, apesar de este meio de pagamento ser cada vez menos utilizado pelos portugueses.
Segundo dados do Banco de Portugal, as devoluções de cheques carecas totalizaram um valor superior a 1600 milhões de euros em 2011, num ano em que os bancos devolveram uma média de 1739 cheques por dia.
Ainda de acordo com estes números, publicados nas edições de segunda-feira do DN e do JN, o valor dos cheques carecas atingiu assim um valor equivalente a um por cento do PIB português, mais 220 milhões que em 2010.
O Banco de Portugal acrescenta ainda que 86 por cento dos cheques foram devolvidos por causa de falta de dinheiro nas contas, mais oito pontos percentuais que em 2010.
As dificuldades financeiras das famílias, o aumento do desemprego e a falta de crédito ajudam a explicar esta tendência, apontando o Banco de Portugal sobretudo dois motivos para os cheques sem provisão, incluindo a falta de provisão.
Para além da falta de provisão, irregularidades como os casos de burla, viciação, rasura ou conta inexistente resultaram na devolução de cheques no valor de 225 milhões de euros.
A par dos cheques, o Banco de Portugal confirmou ainda que houve um aumento das devoluções nos pagamentos por débito directo, tendo, em 2011, sido rejeitadas 13 milhões de operações no valor de 2440 milhões de euros
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Cheques ‘carecas’ sobem 15% e chegam aos 1,6 mil milhões - DN
Dívidas - Crise e dificuldade no acesso a crédito levaram a que o valor dos cheques devolvidos em 2011 por falta de cobertura aumentasse 222 milhões de euros em relação a 2010
Os portugueses estão a utilizar cada vez menos o cheque para fazer os seus pagamentos.
Mas os dados do Banco de Portugal mostram que, apesar disso, no ano passado houve um agravamento do valor dos cheques que foram devolvidos por não terem cobertura: em 2010, ficaram por pagar 1,44 mil milhões de euros, mas em 2011 os “carecas” totalizaram já 1,66 mil milhões.
Um aumento de 15%. O aperto na situação financeira das famílias, o maior desemprego e as dificuldades no acesso ao crédito bancário explicam, em grande parte, este aumento. falta de provisão, também saque ou endosso irregular viciação estão a crescer. Por irregularidades, foi recusado pagamento de 225 milhões de euros, milhões do que em 2010.







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