O Marítimo, através do presidente Carlos Pereira, justificou a falta de pagamento com os atrasos nos apoios financeiros. O juiz da segunda secção da Vara Mista do Funchal decretou o arresto do Campo do Marítimo em Santo António e dos subsídios do Instituto do Desporto da Madeira ao clube.
O arresto foi requerido pela empresa AFAVIA - Engenharia e Construções SA (AFA) que moveu um procedimento cautelar contra o Club Sport Marítimo por uma dívida de 2004, relativa à construção da segunda fase do complexo desportivo localizado em Santo António, no Funchal.
Além de interpor o arresto preventivo sobre a infra-estrutura desportiva, a AFA solicitou também a garantia dos subsídios concedidos ao clube pelo Instituto do Desporto da Madeira, como forma de assegurar a satisfação de um crédito que, com os juros, atinge os 7,4 milhões de euros.
O clube madeirense que vai apresentar recurso da decisão cautelar proferida no processo nº 408/11.6 TCFUN pelo juiz Filipe Câmara, fica, quando transitar em julgado, impedido de alienar ou vender o referido património até que seja saldada a dívida reclamada pela maior construtora regional.
O Marítimo, através do presidente Carlos Pereira, justificou a falta de pagamento com os atrasos nos apoios financeiros a conceder pelo governo regional no âmbito dos contratos-programas celebrados com o clube.
“Alguém assumiu essa dívida connosco e também connosco não tem cumprido”, alegou o dirigente verde-rubro quando foi conhecido o procedimento cautelar movido pela AFA. Invocou também a crise que “mora por todo o lado” e que “ao longo dos tempos se tem arrastado”, garantindo que “tudo se irá resolver a contento de todas as partes porque não há dúvida que há uma dívida".
Em resposta à crítica de Pereira, o presidente do governo madeirense declarou: “Não tenho nada a ver com isso”. “Penso que são assuntos internos do Marítimo. Admito que poderiam ter sido melhor, não digo geridos, mas digeridos, mas eu sou amigo de muita gente e não gosto de me meter em confusões entre amigos meus”, acrescentou Alberto João Jardim.






