Gabinete da Deco de apoio a pessoas sobreendividadas recebe cada vez mais trabalhadores do Estado.
O corte nos salários da função pública tem levado muitos trabalhadoires do Estado com rendimentos mensaius superiores a 1500 euros a recorrer ao Gabinete de Apoio ao Sobreendividamento (GAS) da Deco. A redução no rendimento disponível tem levado muitos quadros do Estado a deixar de pagar os créditos, avança o Correio da Manhã.
"A principal causa para o sobreendividamento continua a ser o desemprego, mas também os cortes salariais ao nível da Função Pública têm contribuido muito para esta situação", afirma ao CM Natália Nunes, responsável pelo GAS, adiantando que os pedidos de apoio por parte destes trabalhadores têm subido.
As causas apontadas pelas famílias que contactam a Deco mostram isso mesmo: 32,2% afirmam que a causa do sobreendividamento foi a falta de trabalho, enquanto 21,1% o justificam com a deterioração das condições laborais.
Só no primeiro semestre de 2011, a associação de defesa do consumidor recebeu quase 11 mil pedidos de ajuda, o que significou um aumento de 38,7% face ao mesmo período do ano passado. Mas deste total, foram abertos apenas 2112 processos dado que a maior parte dos agregados já está numa situação irreversível.
"Há muitos que já estão numa situação muito avançada, sem possibilidade de reequilíbrio, e outros já passaram para a via judicial. Também não aceitamos casos em que o sobreendividamento é causado pela própria pessoa e não por factores imprevistos, como doença", explicou a mesma responsável.






